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Ausência de participação popular pode comprometer o sucesso dos projetos de policiamento comunitário, afirma pesquisador do Ipea

Helder Rogério Sant'Ana Ferreira vai detalhar os resultados do estudo “Violência e Segurança Pública em 2023: Cenários Exploratórios e Planejamento Prospectivo” no V Seminário de Segurança LAAD, que acontece em abril no Rio de Janeiro

A participação e inserção das comunidades nos projetos de policiamento comunitário, como as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) implantadas no Rio de Janeiro, são essenciais para que iniciativas deste tipo sejam bem sucedidas. A opinião é do membro da Coordenação de Justiça e Segurança Pública da Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia (Diest) do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Helder Rogério Sant'Ana Ferreira.

“O policiamento comunitário é uma filosofia de trabalho policial que propõe que se deve fazer a se-gurança pública com a participação da comunidade. Os princípios de ocupação de territórios e de ações sociais permanentes das UPPs caminham nesta direção. Mas a implementação desta política é muito desafiadora e atualmente, no Rio de Janeiro, há fortes críticas de lideranças e estudiosos de segurança pública quanto à perda de autonomia das comunidades”, destaca.

O diagnóstico do pesquisador parte do estudo “Violência e Segurança Pública em 2023: Cenários Exploratórios e Planejamento Prospectivo”, realizado pelo Ipea, que será apresentado no V Semi-nário de Segurança LAAD, programa de contéudo da LAAD Security 2016 – Feira Internacional de Segurança Pública e Corporativa, que acontece de 12 a 14 de abril no Riocentro, Rio de Janeiro.

Para Sant'Ana, a expansão de projetos de ocupação de territórios e de ações sociais passa por di-ferentes condições: a avaliação contínua de seus resultados; a coordenação de esforços dos três níveis de governo; o apoio da sociedade civil e do setor privado; e, não menos importante, o apoio dos moradores dos territórios a estes projetos.

Ele destaca que iniciativas vêm sendo implantadas para fortalecer as agências policiais como um serviço público voltado para os cidadãos. “Há diferentes cursos oferecidos aos policiais que vão nesta direção, como aqueles ofertados pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), tais como ´atuação policial frente aos grupos vulneráveis`, ´policiamento comunitário`, ´mediação comunitária`, ´segurança pública sem homofobia`. Há programas de policiamento comunitário e ouvidorias de polícia em vários estados. No entanto, é preciso mais, pois casos de má conduta de alguns policiais, além de vitimizar as pessoas e suas famílias, abalam a imagem e a confiança nas instituições e a sensação de segurança da população”, observa.

Crime organizado Sobre o combate ao crime organizado, Helder Rogério Sant'Ana Ferreira res-salta que há avanços no trabalho de investigação criminal e no isolamento de lideranças dentro do sistema penitenciário. No entanto, nota-se que mesmo com prisão de lideranças, as organizações continuam funcionando.

“Neste sentido, acredito que é necessário atuar em duas frentes. Uma é reduzir as fontes de finan-ciamento destas organizações. Neste sentido, há que se debater a efetividade da nossa política de controle de drogas. Outra é reduzir a atratividade destas organizações. É preciso ofertar oportuni-dades para que crianças e adolescentes e jovens em privação de liberdade não busque, por meio destas organizações, o acesso a bens de consumo, a status, a lazer e a proteção”, conclui.

Sobre a LAAD Security
A LAAD Security – Feira Internacional de Segurança Pública e Corporativa – reúne empresas naci-onais e internacionais que fornecem tecnologias, equipamentos e serviços para Segurança Pública, Forças Policiais, Forças Especiais, Forças Armadas, Law Enforcement, Homeland Security e gestão de segurança de grandes corporações, concessionárias de serviços e infraestrutura crítica do Brasil e América Latina.

O evento, que deverá receber 12 mil profissionais, reunirá mais de 100 marcas apresentando solu-ções em autenticação, controle de acesso e vigilância; emergência, salvamento e resgate; equipa-mentos pessoais e táticos; cyber security; ópticos e optrônicos; munição e armamento; perícia cri-minal e forense; transmissão e comunicação; veículos; entre outras.

Clarion Events
Por mais de 65 anos, a Clarion Events dedica-se à promoção e organização de feiras de negócios, eventos e congressos. Reúne aproximadamente 700 mil pessoas e 12 mil expositores e patrocina-dores em mais de 200 eventos realizados ao redor do mundo. A Clarion Events tem presença global – atua em 12 escritórios em 9 países diferentes e está no Brasil desde 2008.

Serviço:
LAAD Security 2016 - Feira Internacional de Segurança Pública e Corporativa
Data: 12, 13 e 14 de Abril de 2016
Local: Riocentro - Pavilhão 4 - Av. Salvador Allende, 6.555 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Horário da Exposição: 12 e 13 de Abril - das 10h às 18h e 14 de Abril - das 10h às 17h

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